Prefeitura assina hoje contrato de 14 milhões

de reais com a Caixa Econômica Federal

Recursos são oriundos de emendas parlamentares

reivindicadas pelo prefeito Madeira e serão aplicados

em obras na infraestrutura urbana da cidade

O prefeito Madeira assina, às 9 horas de hoje (9), no seu gabinete na Prefeitura, contrato com a Caixa Econômica Federal (CEF) na ordem de R$ 14 milhões para obras de infraestrutura urbana no município de Imperatriz.

Os recursos são o resultado de emendas ao Orçamento Geral da União (OGU) de 2009 apresentadas, e já devidamente empenhadas, por sete dos dezoito representantes do Maranhão no Congresso Nacional, por reivindicação do prefeito Sebastião Madeira, que mesmo antes de assumir o mandato esteve pessoalmente em Brasília conversando com os parlamentares pedindo por Imperatriz. Madeira esteve praticamente em todos os gabinetes.

"Quase todos os deputados maranhenses apresentaram emendas para o nosso município, mas como todos sabem, nem sempre as emendas apresentadas são empenhadas. Mesmo assim, ainda foi possível empenhar R$ 14 milhões, com os quais poderemos executar obras importantes e há muito esperadas pela população", declarou o prefeito Sebastião Madeira.

Com esses recursos, informa o prefeito, será possível, por exemplo, o asfaltamento de ruas no Santa Inês, Novo Horizonte, Santa Rita, Vila Redenção I e II e na grande Vila Nova, e ainda revitalizar a Beira-Rio e construir, no hoje Barjona Lobão, a Praça da Juventude com vários equipamentos, incluindo uma piscina, para a prática de esporte e lazer. Também será possível a construção de quadras cobertas no Ouro Verde, Vila Davi II e no Conjunto Planalto.

O secretário municipal da Infraestrutura, Roberto Alencar, informou ontem que os projetos para a consecução dessas obras assinaladas pelo prefeito Sebastião Madeira já estão praticamente concluídos. Depois, segundo ele, as mesmas entram em fase de licitação e, logo em seguida, vem a assinatura da ordem de serviço.

"Não gosto de falar em datas, mas vencidas todas as exigências legais, em no máximo seis meses, iniciaremos essas obras", assinalou o secretário Roberto Alencar.

Sobre esses investimentos anunciados pelo prefeito Madeira, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Sabino Costa, assinalou que, além de dinamizar a economia local, gerando emprego e renda, essas obras vão dotar a cidade de uma estrutura mais adequada para seus habitantes, possibilitando até a atração de novos investimentos.

"Aos parlamentares que atenderam ao nosso pedido e incluíram emendas para o nosso município, fica o agradecimento do prefeito Madeira e da população, que certamente saberá ser justa no momento certo. Também queremos agradecer aos deputados que, embora não tenham conseguido empenhar suas emendas, pelo menos tentaram carrear recursos para a nossa cidade", concluiu o prefeito.

 

Parlamentares que empenharam emendas

para Imperatriz no exercício de 2009

Davi Júnior (PR)

Cleber Verde (PRB)

Carlos Brandão (PSDB)

Nice Lobão (DEM)

Flávio Dino (PCdoB)

Domingos Dutra (PT)

Lobão Filho (PMDB)

 

Secretário de Saúde reafirma

parceria com o município

O secretário de Saúde do estado, Ricardo Murad, esteve em Imperatriz no final de semana tratando de assuntos relacionados à melhoria do setor de saúde e à confirmação de que o governo do estado manterá os recursos em Imperatriz. Logo após desembarcar na cidade, Ricardo Murad, que é deputado estadual licenciado, seguiu para a prefeitura, onde foi recebido pelo prefeito Madeira e assessores da área de saúde.

Na audiência, foi discutida a ampliação de apoio do estado ao município como forma de garantir mais recursos ao atendimento público, além de outros detalhes da parceria a ser firmada entre estado e município.

O secretário informou ainda que no encontro foi discutida a questão da construção dos dois hospitais por parte do estado, sendo um de Alta Complexidade em Oncologia.

"A reunião com o prefeito Madeira foi positiva, conseguimos avançar em vários pontos e atingimos o patamar ideal do que a governadora Roseana Sarney determinou para a manutenção de uma saúde pública mais abrangente aos imperatrizenses, além, é claro, daqueles pacientes de outros municípios que vêm a Imperatriz".

"Além dos mais – acrescentou – tratamos sobre a área para a construção dos dois hospitais e praticamente ficou acertado o local. Agora, repassarei ao setor de engenharia para que venham a ser licitados e iniciados imediatamente", finalizou.

Mesmo não anunciado de forma oficial pelo secretário ou pelo prefeito Madeira - que saiu do encontro bastante satisfeito, como fez questão de enfatizar: "A governadora Roseana Sarney tem demonstrado atenção para com Imperatriz, sempre aberta para parcerias, e isso é o que interessa para a população" -, o local onde deverão ser construídos os hospitais deverá ser a área do Colégio Graça Aranha, que foi visitada pelo secretário e pelo prefeito e aprovada.

 

Escassez de chuva preocupa deputados

Os deputados Paulo Neto (PHS), Rigo Teles (PV) e Penaldon Jorge (PSC) mostraram preocupação com o período de estiagem que atinge o estado, principalmente nas regiões do Baixo Parnaíba, Centro Sul e Baixada Maranhense. Os três falaram sobre os efeitos devastadores que a falta de chuvas pode trazer ao estado, em particular à agricultura familiar, bastante difundida em solo maranhense.

O primeiro a abordar o assunto foi Paulo Neto. O parlamentar disse que no último final de semana conversou com agricultores da região do Baixo Parnaíba, quando foi informado da situação. "Desde o ano passado não chove na região e os grandes, médios e pequenos agricultores estão sofrendo muito. Eles já perderam 60% de tudo aquilo que se plantou e não podem mais recuperar a lavoura, nem que comece a chover hoje", lamentou o parlamentar.

A falta de chuvas contrasta com o quadro encontrado no ano passado, quando a região recebeu um grande volume pluviométrico. O fato também atrapalhou a colheita no Baixo Parnaíba e pode levar as instituições financeiras a negar crédito para a lavoura do próximo ano.

"A preocupação deles é que os bancos este ano não mais emprestem dinheiro porque ano passado houve perdas com as grandes chuvas e este ano é a seca. Eu quero aqui fazer esse alerta ao governo do estado, trazer aqui a preocupação nossa para saber o que podemos fazer para tentarmos resolver o problema não só dos grandes, dos médios, mas daqueles pequenos produtores que ali perderam tudo", argumentou.

O deputado concluiu seu pronunciamento afirmando que, se a situação persistir pelos próximos 40 dias, muitas pessoas irão buscar auxílio nas prefeituras de seus municípios.

A mesma preocupação foi demonstrada logo em seguida por Rigo Teles. Em seu discurso, o parlamentar apontou o regime de chuvas diferente entre a região Centro-Sul, que normalmente começa em dezembro e prossegue até março, mas que em 2010 ainda não aconteceu.

"Nós já estamos sofrendo com a estiagem pelo conhecimento dos anos anteriores. Já era pra ter terminado o inverno se ele tivesse acontecido. Realmente a estiagem está grande e o prejuízo vai ser enorme para os produtores e pecuaristas daquela região que vão sofrer também através de seus rebanhos equinos, bovinos, suínos", destacou.

O último a deputado a falar sobre o assunto, Penaldon Jorge mostrou inquietação ante aos efeitos devastadores que as secas podem levar à região da Baixada Maranhense, região que se estende por mais de 20.000 km² e abrange cerca de 20 municípios. A Baixada é um dos locais de menor Índice de Desenvolvimento Humano do País (IDH).

"Passei ainda pouco em Pinheiro, cortando aqueles campos. Você não consegue ver água no campo e já estamos praticamente em meados de março. Na entrada de Bequimão eu vi uma fazenda com os tratores trabalhando e a poeira andando, em pleno meado de março. Então é uma situação realmente preocupante, e no ano passado foi um volume de água que realmente causou problema, e esse ano parece que pode ser a falta de volume de água, que vai causa esse problema", finalizou.

 

Lula e Dilma contestam acusação

de propaganda eleitoral antecipada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, enviaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestação à representação proposta pelo DEM, pelo PSDB e pelo PPS que aponta que durante inauguração de prédios na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni (MG), o presidente Lula teria, mais uma vez, discursado em favor da sua "candidata de fato", que seria a ministra Dilma.

Na resposta aos partidos políticos, a defesa do presidente e da ministra levanta duas questões preliminares ao mérito da questão. Primeiro, diz que o presidente da República não pode ser parte na representação, pois, por definição, propaganda eleitoral é aquela feita pelo próprio candidato e, no caso, o presidente Lula não se posicionou como um candidato fazendo propaganda de si. Em segundo lugar, a defesa sustenta que não há provas de que a ministra teria ciência prévia sobre uma eventual declaração qualificada de eleitoreira.

Na contestação aos partidos, a defesa diz que as acusações não comprovam uma caracterização de propaganda eleitoral antecipada, pois limita-se "à singela tarefa de elaborar conjecturas a partir de frágeis elementos". Diz ainda que as reportagens juntadas na representação foram em maioria extraídas da internet, sem comprovação de autenticidade. Ainda assim, sustenta que esses textos não relatam sequer supostos fatos que induzam a uma propaganda eleitoral antecipada.

Por fim, a contestação destaca que a inauguração de obras, tal como a apontada pelos partidos de oposição, "apenas retrata uma atividade legítima dos administradores públicos, que têm o dever de prestar contas aos cidadãos sobre os gastos públicos".

Representação - Os partidos pedem que o TSE se manifeste sobre a linha demarcatória entre a legitimidade de fiscalização e inauguração de obras e a utilização desses eventos institucionais para a realização de propaganda eleitoral antecipada.

Pede também que o TSE aplique multa no valor correspondente aos gastos do evento ou, alternativamente, multa de R$ 25 mil, valor máximo estipulado pela Lei das Eleições (art. 36, parágrafo 3º). O processo está sendo analisado pelo ministro Aldir Passarinho.

 

Em 2009, 198 homossexuais foram

assassinados, aponta entidade

Agência Brasil - Em 2009, a cada dois dias um homossexual foi morto no país. É o que aponta o relatório divulgado este mês pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade realiza o levantamento anualmente, baseado em casos divulgados pela imprensa nacional e regional. O número total de mortes no ano passado foi 198, mas nos dois primeiros meses de 2010 já foram documentados 34 homicídios.

Segundo o fundador do GGB, Luiz Mott, os números podem ser ainda maiores, já que não há estatísticas oficiais sobre o assunto.

"Isso representa provavelmente menos da metade do que ocorre na realidade. Infelizmente, não existem estatísticas de crimes de ódio no Brasil. Muitos homossexuais escondem a situação e a polícia não tem recursos para identificar todos", disse em entrevista à Agência Brasil. O grupo realiza o levantamento há 30 anos, desde a sua fundação. "Nós chamamos a atenção para que as secretarias de segurança pública ou o Ministério da Justiça desenvolvam mecanismos para coletar e interpretar esses dados, mas até agora não conseguimos sensibilizar o poder público para a importância desse levantamento", reclamou Mott.

Os dados de 2009 apontam que entre os mortos 59% eram gays, 37% travestis e 4% lésbicas. Bahia e Paraná foram os estados que registraram o maior número absoluto de assassinatos de LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais transexuais e travestis): 25 homicídios em cada unidade da federação. Curitiba foi a cidade com mais vítimas, 14 ao total. No comparativo regional, o Nordeste foi o campeão de assassinatos com 38% dos casos.

A maioria das mortes foi com arma de fogo e, segundo o GGB, aproximadamente 80% das ocorrências têm "autor desconhecido". "São crimes de ódio que se caracterizam por muitos golpes, tiros, aplicação de tortura, queimadura, enforcamento", relatou Mott.

Segundo o fundador do grupo, a violência contra homossexuais poderia ser reduzida, entre outras medidas, com educação nas escolas e com o ensino do respeito à diversidade sexual.

"Também precisamos que a polícia e a Justiça sejam mais severos na hora de investigar e punir esses crimes. Também fazemos um apelo à própria comunidade homossexual para que evite qualquer situação de risco, denunciando qualquer tipo de violência ou ameaça e evitando levar para dentro de seus lares pessoas desconhecidas", aconselhou.

Na avaliação da coordenadora-geral de políticas para promoção dos direitos LGBT da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Mitchelle Meira, o crescimento do número de assassinatos dessa população não decorre da falta de políticas públicas, mas da visibilidade que a questão da homofobia ganhou.

"Quando as pessoas começam a se organizar mais e fazer esse tipo de levantamento, você dá visibilidade para o problema. Quando a política pública acontece, os números aumentam porque as pessoas denunciam e cobram mais", acredita.

Sobre a necessidade de criação de um banco de dados oficial sobre crimes contra homossexuais, Mitchelle disse que já há um grupo de trabalho formado, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para desenvolver uma metodologia.

"No Rio de Janeiro, o estado já faz esse tipo de levantamento. A gente precisa pactuar com outros estados, passar para que o governo federal possa trabalhar com dados oficiais. Queremos pensar uma estratégia, inclusive em parceria com o GGB, para montar um observatório. Mas não acho que tenha que ser só do poder público, os movimentos também devam participar", diz.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça, mas, até o momento da publicação desta matéria, não obteve resposta. (Amanda Cieglinski)

Cidade   Regional   Polícia   Esporte   Tocantins   Retornar